9 tendências que vão impactar o mercado imobiliário a partir de 2020

“Estamos vivendo a etapa de maior transformação tecnológica da história”. Foi com essa frase que a Diretora de Marketing do Grupo ZAP, Mariana Ferronato, iniciou sua palestra no Conecta Imobi 2019.

“Observem como eram as evoluções tecnológicas antigamente: surgiu o telefone e, só depois de um tempo, surgiu uma outra tecnologia. Hoje em dia tudo acontece ao mesmo tempo: temos computação quântica, realidade virtual, machine learning; e cada coisa sozinha já teria capacidade de mudar o mundo, imaginem todas juntas”, disse Mariana.

Baseando-se nesse cenário, ela falou sobre as 9 tendências que vão impactar o mercado imobiliário nos próximos 5 anos. Continue a leitura para saber quais são!

1. Aumento da população sênior
Nos anos 40, a média de expectativa de vida no país era de 45 anos. Atualmente, é de 75 anos, segundo o IBGE. E também há menos pessoas jovens, já que as mulheres estão tendo menos filhos.

Com as pessoas vivendo mais tempo, o público sênior vem adquirindo relevância, especialmente no mercado imobiliário, tanto que já existe um termo para designar esse fenômeno, chamado de “economia prateada”.

Segundo especialistas, este é o 3 º maior mercado do mundo, gerando cerca de US$ 7 trilhões ao ano.

Outro dado que chama atenção é que 60% deles já possui smartphone. Assim, a ideia de que este público não será impactado na internet não é verdadeira.

E isso se confirma pelas estatísticas de acesso do site Viva Real, entre os anos de 2016 a 2019:

● 2016: 2,7% dos acessos eram de pessoas com mais de 65 anos;

● 2019: esse número chega a 6%, o que significa mais de 550 mil pessoas dessa faixa etária.

O reflexo disso no mercado imobiliário vai muito além das adaptações. São novos modelos de empreendimento e de atendimento que vão surgir para este público.

2. Espaços menores e compartilhamento

Os jovens de hoje não se preocupam tanto com a aquisição de bens, pois as novas tecnologias possibilitam mais mobilidade e economia, principalmente quando se trata de adquirir um imóvel. Tal mudança de comportamento resulta em:

● Unidades menores;

● Menos vagas de garagem;

● Espaços mais abertos e co-living (compartilhamento).

De acordo com pesquisa do Data Zap de 2010, o padrão de mercado, que era aquela unidade de 100 mᒾ, agora é de 60mᒾ.

“Porém, a evolução não está na diminuição dos espaços e sim na eficiência deles, como vemos na arquitetura modular, que é uma tendência forte na construção”, explica Mariana.

3. Novo conceito de tempo e distância

Os táxis aéreos ainda são um luxo para poucos. Mas essa realidade está bem perto de mudar, já que várias indústrias de aviação e de automóveis estão investindo pesado nesse equipamento.

Um exemplo é a empresa chinesa Ehang, que está fabricando um táxi aéreo autônomo que voa até 25 minutos sem piloto. A expectativa é que, a partir de 2020, ele comece a se tornar mais popular no mundo inteiro.

Com o uso dos táxis aéreos, a relação entre espaço e tempo vai mudar, pois as pessoas poderão se locomover mais rapidamente e não precisarão mais se preocupar com a distância entre a sua casa e o local de trabalho, por exemplo.

E se até hoje dependemos exclusivamente do governo para fazer melhorias nas estradas e no trânsito, com o novo meio de transporte, essa responsabilidade estará também na mão das incorporadoras, que deverão construir mais helipontos para melhorar o transporte urbano.

4. Tecnologia 5G

Em plena era do mobile, cerca de 65% das buscas de imóveis são realizadas via celular. Então, quanto mais rápida for a sua conexão de internet, maiores serão as suas chances de fechar negócios.

Além disso, a internet mais rápida facilitará a conexão entre dispositivos e o uso de tudo o que depende de tecnologia, como carros autônomos, casas e outros objetos “inteligentes” que estão sendo criados.

E o melhor é que a conexão com velocidade 5G estará mais acessível a partir de 2020, portanto, prepare-se, porque ela promete acelerar também o mercado imobiliário!

5. A revolução da voz
Comandar dispositivos por voz já é possível, mas ainda não é tão comum entre os usuários. Pois, a partir da próxima década, essa tendência será ainda mais forte.

Atualmente, a cada 5 buscas realizadas, uma já é por voz. Ou seja, estamos saindo de um padrão de buscas em texto escrito para aquelas com a linguagem natural da fala, o que impacta nos resultados de SEO (Search Engine Optimization) e, com certeza, fará a diferença na busca de imóveis.

 

 

6. Vídeos first
Você sabia que o Brasil é o segundo país do mundo no consumo de vídeos? Em todas as plataformas digitais, como Facebook, Instagram e Linkedin, este é o formato que mais gera engajamento e resultados.

Por isso, para ter uma boa estratégia de conteúdo, não dá mais para abrir mão dos vídeos. E de preferência verticais, que obedecem ao formato do telefone, pois os consumidores da geração Y não tem o hábito de virar o aparelho para a horizontal.

Sem contar que o Stories, que é uma das ferramentas que mais gera engajamento no Instagram, foi projetado para receber vídeos somente na orientação vertical.

7. Produção de podcasts
Empresas como Google, Apple e Spotify estão investindo muito nesse formato, pois a ideia é que qualquer pessoa possa fazer seu próprio podcast. Só que, ao contrário do que acontece com o vídeo, que pede conteúdos mais dinâmicos, no podcast as pessoas preferem conteúdos de no mínimo 30 minutos.

8. Realidade virtual e aumentada
A realidade virtual surge como uma grande aliada dos corretores de imóveis, facilitando a demonstração e a visualização de imóveis sem a necessidade de visitas.

Já realidade aumentada possui várias aplicações no mercado imobiliário, seja na área de transações ou na construção, para a realização de treinamentos em canteiros de obras.

Indicamos duas utilizações práticas:

● Para buscar imóveis: a pessoa aponta o celular para um prédio e ele mostra se há um imóvel para vender ali.

● Facilitar as transações: melhorar a burocracia e aumentar a velocidade das negociações.

Tanto a assinatura digital quanto a entrega de documentos por drones e o Blockchain são recursos que prometem agilizar as transações comerciais, que atualmente levam em média 15 meses entre a busca e a concretização da compra de um imóvel.

9. Maior transparência e acesso aos dados
O mercado imobiliário possui uma infinidade de dados, porém falta transparência. Imagine um mapa onde é possível ver todos os preços dos imóveis disponíveis no bairro, entre outros atributos.

A inteligência artificial pode ajudar nessa questão, de modo que o corretor deverá se tornar um consultor analítico de dados.

Segundo a Diretora de Marketing, mais do que buscar um imóvel para o seu cliente, o corretor deve saber analisar sua jornada (como e por que chegou até ele) e qual a sua “dor”. E, então, pensar no que é possível fazer para resolvê-la.

“Não é sobre se tornar uma imobiliária digital ou implantar várias ferramentas tecnológicas. A questão é como usar a tecnologia para melhorar a vida das pessoas, colocando-as em primeiro lugar em todas as ações”, conclui Mariana Ferronato.

 

Fonte: Conecta Imobi



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