Coronavírus e seu impacto no mercado imobiliário

A segunda fase – ou podemos chamar de “segunda onda” – do relatório “A influência do Coronavírus no mercado imobiliário brasileiro” apresenta a percepção de profissionais do mercado imobiliário e consumidores sobre o impacto que o coronavírus está causando no segmento. Esta pesquisa, realizada pela DataZAP, traz comparativos do início da pandemia com o momento atual mostrando comportamento de busca, expectativas dos preços, efeitos na pandemia na negociação do valor, entre outros. Além disso, tem novos dados que apontam as mudanças de comportamento em direção ao “novo normal”, onde as pessoas já estão se acostumando ao cenário atual. Confira abaixo!

Para acessar à pesquisa completa, clique aqui!

Melhora no comportamento de busca 

O estudo revelou uma melhora no comportamento de busca por imóvel, desde o início da pandemia do coronavírus (covid-19) no país. No primeiro levantamento, realizado em abril, o número era de 78% dos que disseram que diminuiu as buscas, agora passa a ser 64%, uma queda de 14 pontos percentuais.

Os dados também mostram que houve crescimento nos respondentes que disseram que as buscas por imóveis permaneceram iguais, que ficou em 22% nessa segunda onda contra 18% na anterior, realizada no final de março. Já os que responderam que a busca aumentou agora representam 15% dos consumidores, um crescimento de 11 pontos percentuais em relação ao primeiro levantamento no início da pandemia (antes era de apenas 4%).

Razões de mudança 

O estudo perguntou sobre as razões para mudança na busca. Insegurança financeira (18%) e impossibilidade de realizar visitas (16%) seguem sendo as duas maiores razões para mudança no processo de busca desde o início da pandemia. A impossibilidade de realizar visitas aparece como principal motivo para aqueles que buscam imóvel para locação (17%).

Por sua vez, a preocupação do usuário que busca imóvel para compra está pautada na insegurança financeira, que ocupa a primeira posição para este perfil (21%).

Expectativa que preços diminuam 

O estudo entrevistou também 902 profissionais que atuam no mercado imobiliário. Os dados revelam que 8 em cada 10 entrevistados acreditam que os preços de locação dos imóveis irá diminuir durante a pandemia. Já em compra, 7 em cada 10 acreditam que os preços vão diminuir. Veja no gráfico abaixo:

Efeitos da pandemia na negociação do valor

A negociação é, sem dúvida, uma fase fundamental para o mercado imobiliário. Um dado relevante que a pesquisa traz é que, no mercado de compra, 4 a cada 10 respondentes  do setor afirmaram que houve aumento na procura para negociar valores, uma parcela menor que no setor de locação, que foi de 6 a cada 10.

Enquanto apenas 19% dos profissionais que trabalham com imóveis para venda afirmaram que a procura dos consumidores para negociar valores aumentou muito, no segmento de locação esse valor é de quase 20 pontos percentuais maior.

Retomada do mercado imobiliário

O levantamento também perguntou sobre a recuperação do setor aos profissionais. 5 em cada 10 entrevistados acreditam que ele só voltará aquecer novamente em 2021, aumento expressivo em relação ao primeiro estudo, que mostrava 3 a cada 10.

A incerteza em relação ao futuro imobiliário diminui como pode ser vista pela redução no percentual dos que afirmaram não saber quando o mercado voltará a crescer (31% na primeira pesquisa versus 21% na atual).

Quando separamos por semestre, 38% acreditam que o mercado voltará a crescer no 1° semestre de 2021, um aumento relevante à primeira pesquisa (23%). No Nordeste, em relação à crise, 37% acreditam em uma retomada ainda no 2° semestre de 2020 em comparação a uma média de 27%.

Comparativo consumidor e mercado

Perguntamos aos consumidores e profissionais do mercado imobiliário quais as práticas eles gostariam que fossem adotadas ou adotaram durante a pandemia para auxiliar na busca por imóvel.

Os resultados mostram que, assim como no primeiro estudo, o endereço completo para ver a vizinhança online é a prática mais demandada pelos consumidores (61%), enquanto a mais adotada pelo mercado é a de por fotos profissionais dos imóveis nos portais e sites próprios (54%).

Permitir assinatura do contrato digital é mais importante para os que desejam alugar (20%) do que comprar (8%) um imóvel. Já a tour virtual é a mais demandada pelos compradores (38%) do que pelos locatários (33%).

Sobre Tour Virtual, o Grupo  ZAP, responsável pelos portais imobiliários ZAP e Viva Real, lançou recentemente uma solução de tour virtual 360° para seus clientes. A iniciativa tem como objetivo contribuir ainda mais para experiência de quem deseja comprar ou alugar um imóvel neste momento. Para saber mais detalhes de como cadastrar a tour virtual, basta acessar o link.

Novos comportamentos pós-pandemia

É possível observar que as mudanças de comportamento advindas da adaptação ao cenário atual, o chamado por muitos de “novo normal”, já se revelam nos dados. Agora ter varanda, vista livre e ambientes mais bem divididos são características do novo imóvel consideradas como importantes ou muito importantes por mais de 50% do público no pós-pandemia.

O estudo “A Influência do Coronavírus no Mercado Imobiliário” mostra que os atributos que as pessoas passaram a  valorizar como importantes ou muito importantes, em ordem de preferência, foram:

1° – Imóvel localizado em uma vizinhança com mais comércios e serviços

2º – Ambientes mais divididos

3° – Imóvel com varanda

4° – Imóvel com vista/visão desimpedida, entre outras.

Mais mudanças no imóvel em compra e locação

Na pesquisa, perguntados sobre o que muda no imóvel desejado para compra depois da pandemia, os respondentes apontaram as principais características percebidas como importantes ou muito importantes para eles:

  • 60% prioriza vista/visão desimpedida
  • 52% quer mais dormitórios
  • 52% deseja mais área útil
  • 44% vai procurar imóveis com mais banheiros
  • 44% buscará mais perto do local de trabalho
  • 32% quer morar em um andar mais alto

Já em locação, o cenário muda um pouco com:

  • 53% prioriza morar mais perto do local de trabalho
  • 51% quer uma vista/visão desimpedida
  • 42% deseja mais dormitórios e maior em m²
  • 34% busca imóveis com mais banheiros
  • 25% quer morar em um andar mais alto

 

Fonte: Conecta Imobi – Grupo Zap

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