Como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) vai impactar o mercado imobiliário

Já ouviu falar da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)? Se você ainda não sabe do que se trata, é melhor se apressar: ela já é uma realidade na União Europeia desde 2018 e entrará em vigor no Brasil em agosto de 2020, estabelecendo novas exigências de preservação e transparência para as empresas no tratamento das informações pessoais de seus clientes.

Para falar sobre esse tema e quais impactos ele trará para o mercado imobiliário, o Conecta Imobi 2019 recebeu Allan Fonseca, fundador da consultoria estratégica Triple A e sócio da Guardians Consulting.

LGPD coloca nas mãos do consumidor o controle sobre seus dados

Diariamente deixamos rastros por onde navegamos na internet e logo tudo isso passa a ser utilizado de alguma forma pelas empresas. Com esse volume de dados crescendo vertiginosamente, a LGPD chega para regulamentar a maneira como as companhias manipulam as informações de seus públicos.

“Para tudo o que você fizer daqui pra frente precisa pedir o consentimento da pessoa. O consumidor vai poder pedir para a empresa compartilhar os dados que ela tem dele. Tudo precisa estar registrado (inclusive a autorização do cliente para o uso de seus dados) e se a pessoa pedir que seus dados sejam apagados, a empresa deve apagar e provar que isso foi feito”, explicou Allan. As organizações que descumprirem a lei estarão sujeitas à uma multa que pode chegar a R$ 50 milhões, entre outras penalidades. “A não adequação não é uma opção”, afirmou Allan.

E como saber se a sua empresa tem que se preocupar com isso? Segundo Allan, profissionais do setor imobiliário precisam se atentar à LGPD se:

Coletam dados de clientes para enviar promoções ou promover negócios;
Coletam dados por meio de aplicativos para vender produtos e/ou serviços;
Mantêm dados de colaboradores para processar pagamentos de salários;
Terceirizam a coleta e o armazenamento de dados pessoais;
Analisam o comportamento dos clientes para sugerir conteúdos de interesse.
Tendo esses pontos em mente, é importante fazer um diagnóstico jurídico e técnico de dados e tecnologia, para depois traçar um plano de ação e se adaptar.

É o fim da comunicação com os clientes?

A nova lei determina muitas mudanças no “modus operandi” que conhecemos, mas ela não irá acabar com a comunicação (campanhas online, email marketing, SMS, WhatsApp, etc). A maioria dos portais e plataformas do mercado já se preparou ou está se preparando. Entretanto, tudo isso muda a jornada do cliente de certa forma e por isso será necessário ter cautela na hora de desenhar as estratégias do futuro.
Como exemplo, podemos citar a comunicação massificada. “Ela não vai mais funcionar. Os leads vão diminuir e ainda vai dar multa”, alertou Allan. Também será preciso escolher com sabedoria os fornecedores e demais empresas ou agências para fazer negócios. Tenha certeza de que eles estão agindo de acordo com a lei para você não se colocar em risco.

LGPD e GDPR são a mesma coisa?

Cuidado para não se confundir! GDPR é a sigla em inglês (“General Data Protection Regulation”, ou “Regulamento Geral de Proteção de Dados”) que designa a lei de proteção de dados pessoais da União Europeia. Conforme falamos lá no começo do texto, ela já está valendo desde 2018 e afetou também os países que têm relações comerciais com a Europa. Apesar de ser bem similar à lei brasileira, a GDPR tem suas particularidades e é mais severa em alguns aspectos.

 

Fonte: Blog Conecta Imobi



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