Financiamento de imóveis já cresceu 45% este ano

O número de imóveis financiados no estado com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) cresceu quase 45% nos cinco primeiros meses de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior. De janeiro a maio, um total de R$ 802 milhões em crédito foi utilizado na aquisição de 3.274 unidades – contra R$ 522,5 milhões e 2.294 propriedades em 2018. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Em todo o país, nos primeiros cinco meses de 2019, foram aplicados R$ 27 bilhões na aquisição e construção de imóveis pelo SBPE, alta de 39% em relação ao mesmo período do ano passado. E somente em maio, os financiamentos imobiliários atingiram R$ 6,6 bilhões – 20% mais comparado a abril, e valor recorde para um mês de maio desde 2015.

Para o economista e professor universitário Lucas Spínola, a combinação de imóveis com preços mais baixos e a redução dos juros abre espaço para um incremento no volume de crédito contratado e explica, em parte, o crescimento indicado nos primeiros meses do ano.

“No entanto, em que pese mais de 40% ser um número expressivo, temos que lembrar que esta relação se dá em um período em que a crise ainda é sentida de maneira muito forte. Por isso, apesar da perspectiva positiva, este dado tem que ser visto com reserva”.

Ele se refere ao mesmo tempo à elevação no estoque de apartamentos sem comercialização – e uma consequente desvalorização – e ao fato de a Caixa Econômica e o Santander terem apresentado redução nas taxas de juros cobradas para o crédito imobiliário.

“Ao longo de 2019 a inflação esteve sob controle e as projeções do Banco Central apontam para a redução nas taxas de juros futuros. Como, em geral, financiamentos de imóveis são de longo prazo, a perspectiva de juros menores e inflação controlada leva à oportunidade para redução das taxas praticadas pelos bancos, como já vem acontecendo”.

Desde o dia 1º deste mês, o Santander reduziu de 8,99% para 7,99% – mais a Taxa Referencial (TR) – os juros do crédito imobiliário, com possibilidade de contratação em até 35 anos. As novas condições irão vigorar por 60 dias. De acordo com o superintendente-executivo de negócios imobiliários, Paulo Duailibi, o banco emprestou de janeiro a maio deste ano R$ 3,4 bilhões para financiamento de imóveis, contra R$ 3,8 bi no mesmo período de 2018, mas diz que “a curva é crescente nos meses subsequentes a maio”.

Crédito para a produção

Segundo ele, em todo o país a Bahia representou 3% do volume contratado; e 28% da região Nordeste. Já a participação de mercado do Santander aqui no estado é de 17%. “O cliente pode contratar o crédito sem sair de casa, pelo site www.santander.com.br/creditoimobiliario. Lá ele pode realizar simulação e análise online, além de cadastrar informações, enviar documentos e acompanhar o status do processo em tempo real”.

De acordo com o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia, Cláudio Cunha, na semana passada, uma reunião com representantes do setor juntamente com dos principais bancos do país “alinhou esforços para promover a retomada do mercado da construção civil”. Na ocasião, foram apresentadas as “perspectivas e novidades relacionadas ao crédito imobiliário, as taxas de juros praticadas pelos diferentes bancos, e as condições exigidas de financiamento”.

Segundo Cunha, a ideia é que imóvel construído com juros mais baixos e melhores condições resulte em produtos mais em conta também para o consumidor final. “O encontro representou a oportunidade de conhecermos tanto as linhas de crédito oferecidas pelos bancos, como para estarmos mais próximos, fazendo uma interface rumo ao fortalecimento do segmento”.

De acordo com a assessoria de imprensa do Itaú Unibanco, o número de contratações de crédito para o financiamento de imóveis apresentou alta de 32,4% no primeiro trimestre do ano, se comparado com o mesmo período de 2018. O banco figura como um dos líderes na concessão de financiamentos de imóveis para pessoas físicas entre os privados, com uma carteira total de mais de R$ 42 bilhões.

Ainda de acordo com a instituição, os clientes podem encontrar juros a partir de 8,3% + TR em todas as categorias, variando de acordo com o perfil do cliente e do imóvel. “As taxas são personalizadas e variam de acordo com o perfil do cliente e do seu relacionamento com o banco”, diz a nota.



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