Financiamento ou consórcio de imóvel: o que vale mais a pena?

A sensação de segurança e conforto de ter uma casa própria motiva milhares de brasileiros a comprar o primeiro imóvel o quanto antes. Como essa é uma compra cara, a grana costuma ser curta para esse objetivo, e aí bate aquela dúvida. O que é mais barato: financiar ou fazer um consórcio de imóvel?

Adquirir uma propriedade não é uma decisão simples e fácil como escolher o sabor de um bolo: morango ou chocolate? Casa própria é uma dívida alta que você carregará por muitos anos e pode gerar arrependimento pós-compra. Antes de tomar essa decisão, analise se está em um momento certo e propício na sua vida para fazer isso.

Não basta ver qual é mais barato

A maneira mais barata de comprar uma casa, mas que quase ninguém no Brasil consegue realizar, é pagando à vista. Não incidirá juros e, ainda por cima, é possível conseguir um bom desconto na negociação.

Caso não tenha todo o dinheiro, a sua decisão ficará entre o financiamento e o consórcio. Para escolher, não basta fazer contas para ver qual sai mais barato. É preciso entender como funcionam e se eles se encaixam no seu momento de vida.

Financiamento imobiliário A vantagem do financiamento imobiliário é que você pode começar a qualquer momento, desde que tenha o valor necessário para dar a entrada no imóvel. A desvantagem dessa modalidade são os juros, que acompanham todas as parcelas do início ao fim.

Esses juros não são altos quando comparados com outros tipos de empréstimo. Na verdade, são um dos juros mais baixos do mercado. Porém, não deixam de ser juros.

Como é costume, os financiamentos são realizados por períodos de 20 a 30 anos, e o valor pago no final pode equivaler a dois imóveis iguais ao seu. Ou seja: uma casa para você, e outra para o banco.

Consórcio de imóveis

O consórcio funciona de maneira bem diferente. Não tem a cobrança de juros nas parcelas. Você pagará uma taxa de administração mensal cobrada pela empresa que o organiza. Essa taxa é baixa, mas, ao longo do tempo, acaba pesando bastante no bolso.

A desvantagem do consórcio é você não saber quando poderá comprar o bem, pois depende de ser contemplado, e isso pode ocorrer em seis meses ou em 20 anos.

Diferentemente de um investimento, não existe rentabilidade sobre o seu dinheiro. Ele não será investido em nenhum lugar, e o reajuste pela inflação deverá ser pago pelos cotistas.

Outros custos além da parcela

Além da parcela do consórcio, é importante lembrar que será necessário pagar o aluguel de uma moradia até ser sorteado. Se, no meio do caminho, você resolver sair, pode perder parte do dinheiro que já colocou lá.

Essa modalidade é um ótimo negócio se você for contemplado logo no início. A taxa de administração é bem baixa, custando menos que os juros cobrados no financiamento. O problema é que contar com a sorte não é a melhor das estratégias para o seu bolso e sua vida.

O que recomendo sempre é que você use os juros a seu favor por meio dos investimentos e, assim, consiga pagar o máximo possível da sua casa à vista. Tanto a parcela do financiamento quanto a do consórcio ficam bem mais baratas quando se tem dinheiro em mãos para negociar.

Fonte: Descomplique



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