O ano de 2019 representou um marco para o mercado de fundos imobiliários. O volume de novas emissões, o maior da história segundo a Anbima, atingiu R$ 32,5 bilhões até novembro, mais que o dobro do recorde anterior, de R$ 16,1 bilhões, lançados em 2011, ou dos R$ 15,6 bilhões de todo o ano passado. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ainda tem mais R$ 2,9 bilhões, em 12 ofertas, sob análise.

O sucesso desses fundos se deve, basicamente, a dois fatores. Primeiro, decorre da redução dos juros para o menor nível da história, o que leva os investidores, cada vez mais, a buscar uma diversificação de suas aplicações, mesmo assumindo mais riscos. Além disso, o cenário macroeconômico, que aponta para um aquecimento do mercado imobiliário, é bastante favorável ao segmento e alimenta expectativas de ganhos financeiros.

A liquidez no mercado secundário também aumentou muito neste ano, o que tranquiliza o investidor na hora de vender as suas cotas. Os dados da B3 mostram que os fundos listados negociaram em outubro um volume financeiro quatro vezes maior que o de janeiro. O giro mensal saiu de R$ 1 bilhão para R$ 4 bilhões. No ano, o volume negociado alcançou R$ 21 bilhões. Em dez meses, o fluxo também quase dobrou, com aumento de 94,64% em relação ao visto em todo o ano passado.

Com os lançamentos de 2019, o patrimônio líquido dos 200 fundos listados em bolsa alcançou R$ 74,4 bilhões em outubro, com alta de 35,8% no ano.

Paulo Bilyk, executivo-chefe da gestora Rio Bravo, alerta os investidores para que encarem o fundo imobiliário como renda variável, porque seu valor flutua na bolsa e há risco de inadimplência e vacância, que afetam as cotas e os dividendos.

Fonte: Valor Econômico

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